Quando o ChatGPT explodiu, minha primeira reação foi estudar como funcionava.
Transformer architecture. Attention mechanisms. Fine-tuning.
Passei semanas entendendo o mecanismo enquanto outros estavam usando a ferramenta para escrever copy, gerar ideias, automatizar processos.
Quando eu finalmente “entendi direito”, eles já tinham meses de vantagem prática.
Eu já fui esse cara. Não precisa ser você.
O erro que eu cometi
Quando o ChatGPT explodiu em 2022, minha primeira reação foi estudar como funcionava. Transformer architecture. Attention mechanisms. Fine-tuning.
Passei semanas entendendo o mecanismo enquanto outros estavam usando a ferramenta para escrever copy, gerar ideias, automatizar processos.
Quando eu finalmente “entendi direito”, eles já tinham meses de vantagem prática.
O que eu aprendi com isso
Saber como a IA funciona não te dá vantagem competitiva. Saber o que a IA faz pelo seu negócio, sim.
E a única forma de descobrir o que a IA faz pelo seu negócio é usar. Todo dia. Em situações reais.
Não em sandbox. Não em demonstração. No problema de hoje, com prazo de hoje.
A estratégia preguiçosa na prática
Toda vez que aparece uma ferramenta nova, meu processo é:
- Testar em 30 minutos — qualquer resultado, não importa a qualidade
- Identificar onde encaixa no meu workflow atual
- Usar em produção na primeira oportunidade real
- Ajustar com base no resultado real, não no resultado esperado
É feio. É bagunçado. Mas aprendo o triplo do que aprenderia assistindo tutorial.
Por que velocidade vence profundidade
O cenário de IA muda toda semana.
O modelo que era state-of-the-art em janeiro é ultrapassado em março. A ferramenta que parecia promissora no Q1 morre no Q2.
Nesse ritmo, quem sabe profundamente sobre o ontem está em desvantagem contra quem sabe superficialmente sobre o hoje.
Não é anti-intelectualismo. É reconhecer que o diferencial competitivo não é o conhecimento acumulado — é a velocidade de adaptação.
O que muda quando você adota essa mentalidade
Você para de esperar a ferramenta perfeita e usa a que existe agora.
Você para de esperar entender tudo e começa com o que consegue aplicar.
Você para de comparar modelos e começa a medir resultados.
A pergunta deixa de ser “qual é a melhor ferramenta de IA?” e vira “o que eu posso fazer hoje que não conseguia fazer ontem?”
É isso que eu mostro aqui — ao vivo, sem editar os erros. O que uso, como uso, o que funcionou e o que não funcionou.
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